Análise do Samsung Galaxy A30


Olá pessoal!
Recentemente adquiri um novo Smartphone, o Samsung Galaxy A30 e eu gostaria de deixar algumas considerações que eu tive a respeito deste intermediário de entrada para tentar ajudar as pessoas que estejam interessadas em adquirí-lo, pois apesar da dificuldade de encontrá-lo, ainda pode ser uma opção muito interessante entre os Smartphones dentro da faixa de 1000 reais. Vamos lá?


Visão geral

O Samsung Galaxy A30 é um telefone que se enquadra na categoria dos intermediários de entrada e é o antecessor do Galaxy A30S. Ele foi lançado no início de 2019 e chegou ao Brasil pouco tempo depois do lançamento oficial. Suas principais características são:
  • Processador octacore Exynos 7904;
  • 4GB de memória RAM;
  • 64GB de armazenamento interno;
  • Tela Super AMOLED de 6.4 polegadas em resolução FullHD+ e proporção 19.5:9;
  • Sistema de câmeras duplo na traseira (principal de 16MP e ultra wide de 5MP);
  • Câmera frontal de 16MP com ângulo aberto;
  • Bateria de LiPo com 4000mAh;
  • Sistema Operacional Samsung OneUI 2.0 baseada no Android 10;
O A30 ainda conta com outros recursos, tais como: leitor de impressões digitais na parte traseira, TV digital e brilho automático da tela.


Na caixa temos um carregador do tipo Fast Charging que oferece carregamento rápido de até 15W de potência, fones de ouvido convencionais auriculares, um guia rápido e um adaptador para TV digital, além de um pino para remover a bandeja do SIM card, esta que por sinal não é híbrida, permitindo assim utilizar até dois chips mais um cartão de memória.



Acabamento

O aparelho mede aproximadamente 158.5 x 74.7 x 7.7 milímetros e pesa cerca de 165 gramas. Não é um telefone tão pesado se considerarmos as suas dimensões generosas, e a sua espessura é relativamente fina. A pegada não é das piores, sendo muito próxima a de muitos aparelhos com telas de 5.2 polegadas da geração passada. O detalhe fica por conta da tela na proporção 19.5:9 que deixou o A30 mais esticado na vertical, exigindo um certo malabarismo para navegar pela tela com apenas uma mão. O leitor de digitais está posicionado em uma região polêmica e que não agrada algumas pessoas, porém, ao mesmo tempo que não é tão fácil encostar o dedo com facilidade, temos que levar em consideração que se ele fosse posicionado mais para baixo, poderia acontecer do telefone desbloquear em momentos que não queremos, mas no geral ele funciona bem e não é tão lento. É possível até mesmo utilizá-lo para descer ou subir a barra de notificações com gestos verticais.


O corpo possui acabamento em plástico do tipo policarbonato liso com uma textura que reflete de maneira muito bonita. Apesar do material ser bastante criticado, ainda mais levando em consideração que a geração anterior da linha A possuía até mesmo acabamento em vidro e metal, ele não parece ser tão ruim assim, além de ter lá suas vantagens. O plástico não quebra com a mesma facilidade do vidro e esquenta menos nas mãos pelo fato de não ser um condutor de calor tão bom (é ruim para o processador, mas pelo menos é mais confortável de usar).

Externamente temos uma entrada para fones de ouvido na parte inferior ao lado de um conector USB tipo C para carregamento e transferência de dados que por sua vez está ao lado do microfone e da saída de som mono. Na lateral esquerda temos a gaveta tripla para dois cartões SIM e um cartão microSD. Já na lateral direita temos um botão power e controles de volume. Atrás temos as duas câmeras, um Flash e o sensor de digitais logo ao lado. Na parte superior temos mais um microfone para cancelamento de ruído e na frente uma grande tela de 6.4 polegadas em 19.5:9 com poucas bordas e um pequeno notch em forma de U que abriga a câmera frontal e o sensor de luminosidade.


Tela

É a primeira vez que adquiro um aparelho com tela Super AMOLED em meio a tantas telas IPS que já utilizei. Ela possui uma coloração preta que é levemente acinzentada. As cores são muito bonitas e o contraste é muito bom. Afinal, o preto é preto de verdade, são pixels desligados, definido assim pela própria cor do painel. A resolução de 2340x1080 pixels é acima da média dentro desse segmento e oferece bons detalhes com sua densidade de 404dpi. Temos uma proteção Gorilla Glass 3 e a sensação de toque a princípio é bastante confortável durante o manuseio. Não é a melhor tela AMOLED do mercado, de fato, mas também está muito longe de ser ruim. Ah! E ela acumula bastante marcas de dedo.



Interface

O modelo já veio com o Android na versão 10, junto com a interface gráfica OneUI 2.0 desenvolvida pela Samsung. Apesar de ser uma interface bastante customizada, seu desempenho no geral pareceu bom, com poucos travamentos no uso diário. Uma coisa que eu não gostei foi o ajuste da tela inicial. É possível alterar o tamanho da grade de apps, mas na prática os ícones ficam muito grandes ou muito pequenos, incluindo os widgets. Ela entrega recursos interessantes, como a navegação por gestos, um gravador de tela aprimorado, melhor reconhecimento facial, algumas mudanças sutis na interface e melhorias no Software da câmera.



Câmeras

Por falar em câmeras, temos um conjunto duplo na traseira sendo que a principal possui 16MP e abertura f1.7 e a câmera secundária possui uma lente ultra wide de 120 graus com abertura f2.2. A qualidade não me decepcionou. Muito pelo contrário, ela fotografa com boa qualidade, tanto na frontal quanto na traseira. Mas um detalhe que eu percebi foi que ela "maqueia" demais o rosto durante as selfies, mesmo com o modo de embelezamento desativado. Temos um resultado parecido com o que encontramos nos iPhones com a coloração da pele mais puxada para tons de pêssego. É bonito, mas não é natural. Já a traseira fotografa com qualidade satisfatória, inclusive melhor que o meu antigo Motorola Moto G5S, tanto de dia quanto a noite. As cores vivas da tela Super AMOLED também contribuem para o embelezamento das fotos durante a visualização. Vou deixar algumas imagens capturadas pelo A30 logo abaixo. Tanto a frontal quanto a traseira filmam em até FullHD+ a 30 quadros por segundo.


Bateria

Temos aqui uma bateria generosa de 4000mAh de capacidade, o que pode garantir mais de um dia de uso moderado. Ela foi o suficiente para aguentar mais de 7 horas de tela utilizando vários aplicativos durante o dia. O carregamento não é tão demorado graças ao carregador Fast Charging de 15W que consegue carregar o aparelho de 0 a 100 por cento em menos de duas horas.



Desempenho

Não costumo jogar em celulares, prefiro telas grandes como monitores e TV. Mas para uso geral (redes sociais, conteúdo multimídia, comunicação e navegação na Internet) não há o que reclamar. O sistema da OneUI 2.0 realmente funcionou muito melhor que a antiga TouchWiz. Não notei travamentos recorrentes ou engasgos insistentes. Os 4GB de RAM caíram muito bem no conjunto, garantindo de fato bom desempenho no multi tarefas. Em jogos, a história pode ser diferente. Afinal, o SoC Exynos 9704 oferece desempenho intermediário, mas sua GPU não é potente o suficiente para rodar todos os games com qualidade em resolução FullHD+, então se você procura um aparelho para jogar, talvez o A51 será uma opção melhor.


Vale a pena?

O Samsung Galaxy A30 não é o melhor aparelho para determinadas aplicações. Se você, assim como eu, procura um telefone para usar no dia a dia com desempenho mas sem se importar com jogos, então ele pode ser uma opção muito interessante, especialmente se ele for encontrado por um preço próximo de 1000 reais. Apesar de não ser o Smartphone mais atual nem o melhor em acabamento, ele ainda entregará boas câmeras, bateria que dura mais de um dia e uma tela mais que satisfatória.


Galeria de imagens




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