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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Computador ou Notebook em Jogos e Games atuais

Na hora da compra de um Computador (PC) ou Notebook (portátil) sempre bate aquela dúvida: Desempenho ou portabilidade? Então resolvi criar esse artigo falando do desempenho em Jogos atuais entre PC e Notebook.

1- Qual é o melhor ?

2- Custo e Benefício?

3 – É possível jogar em notebook ?

Está ae a grande dúvida na hora de decidir qual sistema compraremos para jogar, surge a dúvida entre a portabilidade de um notebook ou o "poder de fogo" de um computador convencional.

Acredito que para os games, o componente "protagonista" é a placa de vídeo, e o chip presente neste componente será um dos principais responsáveis pelo desempenho de seu computador no game. Vamos fazer um comparativo entre as GPUs (Graphic Processor Unit, ou unidade de processamento gráfico) desses dois tipos de sistemas, para ajudar quem está na dúvida entre as duas opções.





Então vamos ao que interessa AMD

e NVIDIA, principais fabricantes de chips gráficos (Placas de video responsável por rodar os jogos), possuem placas de vídeo tanto para computadores de mesa convencionais, quanto para notebooks e Netbook.

As duas empresas utilizam a mesma nomenclatura para seus produtos nestes dois cenários, adicionando o sufixo "M" para indicar quando o modelo é para dispositivos móveis, caso dos notebooks.

Apesar da semelhança entre as linhas, como as Geforces GTX 680 e GTX 680M, no caso NVIDIA, e as Radeon HD 7970 e HD 7970M, no caso AMD, os nomes semelhantes não indicam um mesmo nível de performance.



AMD Radeon HD 7970 vs 7970M




Compartativo notebook vs pc em jogos A1



Já nestes primeiros benchmarks temos uma noção clara da diferença que existe entre os chips gráficos: em Bioshock, há  um salto de 60% no desempenho em favor da versão para desktop da 7970. Com Tomb Raider, a coisa fica ainda mais drástica, com uma diferença de 150% entre o modelo sem o "M" no final. E aqui não temos apenas uma questão de vitória no benchmark: a versão de notebook manteve uma média de 21 quadros por segundo, um valor baixo para um gameplay adequado. Não é só uma diferença de potência, a versão do chip para desktop consegue rodar o game "no talo". A de notebook, não.

NVIDIA GeForce GTX 680 vs 680M e GTX 660 vs 660M


Não é só com as placas da AMD que temos essa diferença entre os modelos para notebook e para desktop. Realizamos o mesmo comparativo, colocando novamente as topo de linha, neste caso a GTX 680 e a GTX 680M, para "brigar" no game Tomb Raider e Bioshock. Mas, neste segundo comparativo, temos também chips gamers de entrada na disputa, com os modelos GTX 660 e GTX 660M.



Notebook é melhor em jogos do que PC



Novamente fica evidente a diferença de desempenho entre as versões de desktop e as de notebooks, inclusive com um detalhe importante: a placa "topo de linha" para notebooks (GTX 680M) traz uma performance abaixo da placa de entrada gamer para desktop (GTX 660GTX).


Por que Tanta diferença?


Há uma série de motivos que causam esta variação. A primeira é que, apesar do mesmo nome, os chips utilizados em cada um destes produtos são diferentes, por conta do menor espaço disponível em um notebook, comparado a um computador. "As maiores diferenças entre as GPUs para desktop e notebooks vêm das restrições quanto ao consumo de energia e refrigeração. Pois mesmo que energia não seja um problema quando o notebook está ligado à tomada, ainda é necessário garantir uma temperatura de trabalho razoável ao sistema e isso é limitado pelo tamanho e o peso da máquina", explica Alexandre Ziebert, Technical Marketing da NVIDIA para América Latina.

Com estas restrições, as fabricantes optam por não usar seus chips mais poderosos, que também são os que mais aquecem, em notebooks. "Não bastaria, por exemplo, simplesmente pegar a GPU da GTX680 e reduzir sua frequência de trabalho até que ela coubesse num determinado envelope térmico, isso não é necessariamente a solução mais eficiente", exemplifica Ziebert.

Comparativos Nvidia



Comparativos Nvidia Pc e notebook



Com performances diferentes, a escolha do mesmo nome para o chip de alta performance em notebooks e em desktops é tomada pela comodidade ao consumidor, na hora de identificar a "potência de seu produto". "Para o posicionamento de nomes, fazemos com que a placa mais alta para cada um dos form factors tenha o mesmo numero de referência. Isso permite ao cliente saber qual seria a placa mais alta dentro de uma mesma família e relações de performance dentro daquela família", explica Roberto Brandão,  Field Application Engineering da AMD para a América Latina.


Comparativos AMD




Compartativo notebook vs pc em jogos Comparativos AMD



Assim, os notebooks vivem no dilema entre performance e portabilidade, já que chips mais potentes significam mais aquecimento, que demanda uma estrutura de resfriamento mais eficiente, e que resulta em... menos portabilidade! Querer mais desempenho é comprometer uma das principais características da computação móvel, que é a facilidade de deslocar o PC. No computador isto não é um limitante, já que "sempre há espaço" para novos componentes, e peso não é problema, já que raramente você irá mudá-lo de lugar.


Conclusão: E agora a dúvida. O que eu escolho?


Considerando esta diferença entre os modelos, vemos que os notebooks levam desvantagem em performance, mas também há outros aspectos importantes. Um deles é a possibilidade de upgrade (PC). Basta trocar a placa de vídeo de um computador de mesa para que ele ganhe "novo fôlego" em games FPS. Com notebooks, isto não é possível: atualizar-se é sinônimo de comprar um computador novo, o que desmotiva grande parte dos jogadores de Plantão.

"Gamers exigentes costumam trocar o equipamento a cada geração em ambos os casos, ou seja, a cada 12 a 18 meses", conta Brandão. "Especificamente para o mercado brasileiro, vemos um tempo médio de vida do desktop gamer em cerca de dois anos, parecido com o esperado para notebooks em nosso mercado, ambos com tendência natural a diminuir." Neste contexto, a facilidade de atualizar um PC conta a favor do desktop. Outro ponto importante: por ser menos potente, o notebook sente mais rápido a defasagem a medida que vai ficando obsoleto para games.

Ainda assim, ao menos uma geração (ciclo de mais ou menos um ano, com chips como processador e GPU) dá para segurar a troca do notebook: "Se você tem um bom conjunto, onde todas as peças estão maduras e bem dimensionadas, é pouco provável que a próxima geração de apenas um desses componentes ofereça um benefício significativo o suficiente que justifique a troca do sistema inteiro.", explica Ziebert.


Comparativos Desktop vs Notebook




Compartativo notebook vs pc em jogos 3



Considerando todos estes aspectos, a palavra-chave na hora da escolha é PORTABILIDADE. "Se você gosta de jogar e está na dúvida entre um notebook e um desktop, o ideal é pesar suas prioridades. Além de pensar no quanto poder carregar seu computador 'por aí' vai te ajudar, é bom se perguntar também se você joga mais enquanto está se deslocando de um lugar a outro (no ônibus ou avião). Ou se não joga durante o trajeto, mas viaja bastante e quer levar seu computador para jogar no hotel, por exemplo", cogita Ziebert. Se nenhuma destas situações parecem lhe trazer vantagens, jogar em um computador de mesa definitivamente é mais interessante.

Outro ponto importante é a potência do notebook, pois quanto mais "poder de fogo" o aparelho possui, mais sua portabilidade é comprometida. Isto quer dizer que, se você for muito entusiasta, vai precisar adquirir um notebook com peso acima dos 3 ou 4 kg, ou seja, "pouco portátil".


Comparativo performance vs peso




Compartativo notebook vs pc em jogos 4



Por fim, a carteira também nunca deve ficar de fora, afinal estamos falando de bens de consumo. Novamente, o desktop leva vantagem na hora de pagar. Se falamos de um modelo "básico" para jogar, um computador com Core i5, uma NVIDIA GT 650 e 8GB de RAM dá para ser montado por R$ 2.150 (em uma estimativa superficial). O modelo de entrada nos notebooks "suficientes para jogos" fica na casa dos R$ 2.400, com pelo menos uma Nvidia GT640M e Core i5, por exemplo.

Se vamos para o segmento de altíssimo desempenho, a coisa pende muito mais para os computadores. Um notebook com uma GTX 680M aparece por valores próximos aos R$ 6.000, enquanto que um computador MUITO BOM (estou falando de até um com SSD) pode ser feito com R$ 4.000. Detalhe importante: em ambas as comparações, nos dois segmentos de preço, o notebook tem menos performance que o computador "concorrente".

"Para um caso onde múltiplos monitores ou resoluções extremas e alto índice de quadros por segundo (FPS) são exigidos, o desktop deve conseguir fornecer índices inatingíveis a um notebook e potencialmente com melhor fator FPS/preço [relação entre custo do sistema e a performance]. O notebook entra pela mobilidade: certamente a necessidade de transportar frequentemente o equipamento deve pesar bastante nessa decisão.", explica Brandão.

E... dá mesmo pra jogar em notebook?
A pergunta que alguns de vocês podem ter levantado, a esta altura, é se "dá mesmo para jogar em notebooks?". Afinal, em muitos dos testes aqui, os chips para dispositivos portáteis não conseguiram nem se manter na casa dos 24 quadros por segundo, o limite "saudável" para o bom gameplay. A verdade é que é possível jogar sim, mas as placas para notebooks não conseguem "acompanhar o ritmo" de suas pares para computadores. Basta mudarmos um pouco as coisas, para termos resultados bem mais interessantes:



Compartativo notebook vs pc em jogos 5



Todos os notebooks foram capazes de rodar os dois games, em qualidade alta (não extrema, mas alta) e em resolução HD o que mostra que um Notebook pode sim rodar um jogo FPS atual.

O chip GTX 680M sobrou nesta configuração, inclusive. Apesar desta redução, não dá para considerar que o jogo está em má qualidade, da forma como rodamos este benchmark.
fonte: Adrenaline

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